"O governo paquistanês não pode fechar os olhos diante da cultura da violência perpetrada através do uso e do abuso da lei sobre a blasfêmia que intensifica o ódio, a intolerância e a perseguição que podem atingir qualquer pessoa no país e, em particular, as minorias religiosas". Foi o que afirmou em coletiva de imprensa em Lahore o Secretário-Geral do Conselho Mundial de Igrejas, Rev. Olav Fykse Tveit, que também fez um apelo ao governo para que sejam adotadas "as medidas necessárias contra a intolerância religiosa".
Durante sua visita ao Paquistão, o Secretário-Geral do Conselho Mundial de Igrejas encontrou-se com vários líderes das comunidades cristãs e representantes de organizações da sociedade civil. "Os cristãos - afirmou o Rev. Tveit - vivem num clima de insegurança". "A situação - acrescentou - piorou nos últimos anos". Atualmente o Código Penal paquistanês castiga com a prisão perpétua quem ofende o Alcorão. Está prevista a condenação à morte para quem insulta Maomé.
Fonte: CEBI (19.10.2011).
Blog de divulgação de assuntos relacionados a Cultura Religiosa e temas afins.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Altmann expressa solidariedade à igreja Taman Yasmin
Em visita à Indonésia, o moderador do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), pastor Walter Altmann, expressou, em nome da comunhão ecumênica mundial, solidariedade aos fiéis da Igreja Cristã da Indonésia (GKI, sigla no idioma local), na cidade de Bogor, Java Ocidental, onde os cultos estão proibidos.
Fonte: ALC (13.10.2011).
A comunidade Taman Yasmin, da GKI, foi impedida de celebrar cultos em seu templo e proibida de continuar a construção de um novo prédio, apesar de a Constituição do país assegurar a liberdade de culto.
Tal direito já foi reconhecido em todos os níveis de recursos, incluindo a Suprema Corte. A comunidade passou a celebrar cultos na rua em frente ao prédio da igreja. Mas essa atividade também foi proibida pelas autoridades locais. Os membros que se reuniram para o culto, no domingo passado, foram dispersados pelas forças policiais.
Ao visitar o local dos acontecimentos, Altmann, que é ex-pastor presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, declarou: "A minha visita de solidariedade à Igreja Taman Yasmin é parte do compromisso intransigente do CMI de pleno respeito às crenças religiosas e a todas as práticas da fé e lugares de adoração de todas as religiões."
Altmann assegurou que o CMI é e continuará sendo contra qualquer medida legal ou ação administrativas que limite o direito dos muçulmanos de praticar sua fé em países ocidentais. “Vemos a Indonésia como um modelo de pluralismo religioso, através do qual as relações de respeito e cooperação entre cristãos e muçulmanos podem ser promovidos ", afirmou.
Ele espera que seja revogada a proibição de cultos da Igreja Yasmin Taman através do diálogo pacífico. “Pedimos também ao governo local, bem como ao governo central da República da Indonésia, que implemente, sem demora e sem restrições, a decisão do Supremo Tribunal Federal. Apelamos à solidariedade das igrejas em todo o mundo”, afirmou.
O pastor brasileiro visitou a Indonésia de 2 a 11 de outubro. Ele participou da segunda reunião do Fórum Cristão Global, que teve lugar em Manado, na região da Sulawesi do Norte e reuniu-se com membros de igrejas em Jacarta, numa visita organizada pela Comunhão de Igrejas da Indonésia (CCI).
Mais informações sobre a Igreja Cristã da Indonésia (GKI): http://www.oikoumene.org/en/member-churches/regions/asia/indonesia/indonesian-christian-church-gki.html.
Mais informações sobre a Igreja Cristã da Indonésia (GKI): http://www.oikoumene.org/en/member-churches/regions/asia/indonesia/indonesian-christian-church-gki.html.
Fonte: ALC (13.10.2011).
Pastor acusado de apostasia aguarda enfocarmento
Ao recusar-se a renegar o cristianismo, o pastor Youcer Nadarkhani, 34 anos, casado, dois filhos, foi condenado à pena de morte por enforcamento. Ele está preso desde 12 de outubro de 2009, acusado de apostasia por um tribunal de Rasht.
O código penal iraniano não prevê pena capital para quem abjura do islamismo, relatou o repórter Ignacio Cembrero, do El País. Mas os juízes podem inspirar-se nos fetuas – editos islâmicos pronunciados por teólogos – para justificar sentenças ignorando a legislação vigente.
Em outubro de 2009, o governo iraniano decretou que todos os alunos do Ensino Médio e Fundamental deveriam participar de aulas de islã, independente de credo religioso. O pastor não aceitou a decisão e tentou retirar seus dois filhos, Daniel e Joel, da escola, sob a alegação de que a constituição do Irã reconhece a liberdade de culto para as religiões do Livro, entre elas o cristianismo.
Nadarkhani é pastor evangélico e trabalhava desde 2001 na região de Gilan, a 250 Km de Teerã, onde fundou uma pequena comunidade, chamada Igreja do Irã. Dos 71 milhões de iranianos, apenas 300 mil são cristãos.
Desde junho de 2010, cerca de 300 cristãos foram presos em 35 cidades do Irã. Muitos deles continuam detidos e esperam julgamento. O pastor evangélico foi convidado, em setembro, a renegar o cristianismo e a retomar sua fé no islã para escapar da condenação.
Também o advogado do pastor, Mohamed Ali Dadkhah, foi condenado a pagar uma multa, será profissionalmente descredenciado e ainda levará cinco chibatadas por fazer propaganda contra o regime islâmico.
Fonte: ALC (05.10.2011)
Casa em São Gonçalo, no RJ, onde umbanda foi criada é demolida
Parte da história de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, e da umbanda está em ruínas. Uma casa onde aconteceu o primeiro encontro da religião, no início do século passado, foi demolida. A denúncia foi publicada no Jornal Extra. O imóvel era reivindicado como patrimônio histórico.
Cartazes simples, com palavras fortes foram usados para protestar contra a destruição de parte da história religiosa do Brasil. Foi em Neves, São Gonçalo, que a umbanda foi criada há 103 anos. No lugar da casa onde aconteceram as primeiras sessões está sendo construído um prédio.
Do alto, em imagens feitas por helicóptero, é possível observar a casa, praticamente em ruínas. Berço do que é considerada a única religião 100% brasileira.
Do alto, em imagens feitas por helicóptero, é possível observar a casa, praticamente em ruínas. Berço do que é considerada a única religião 100% brasileira.
A propriedade foi vendida em 2010. Representantes da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa questionam a prefeitura do município, que não impediu a venda e nem tornou o imóvel patrimônio histórico do município.
"A umbanda nasceu aqui, então esta perda é um dano irreparável", disse uma representante da religião.
Centro espírita
"A umbanda nasceu aqui, então esta perda é um dano irreparável", disse uma representante da religião.
Centro espírita
Em outra parte da cidade, a prefeitura desapropriou o terreno onde, há 40 anos, existe um centro espírita. O projeto é construir uma vila olímpica. Representantes da comissão conseguiram ser recebidos na prefeitura na tarde desta quinta-feira (6). A prefeitura Aparecida Panisset não compareceu ao encontro. No lugar dela, foi o chefe de gabinete.
"Que ele desaproprie o imóvel, e também que ele suspenda a desapropriação do outro imóvel, que é religioso, a Constituição garante esse direito. E o governo federal está dizendo que ajuda, coloca o Ministério da Cultura para ajudar a fazer o museu da umbanda, esta é a proposta", explicou Ivanir dos Santos, integrante da comissão.
A prefeitura de São Gonçalo informou, em nota, que não pretende demolir a sede do centro espírita. Sobre a casa onde foi fundada a umbanda, a prefeitura afirmou que vai estudar o tombamento do imóvel, mas enquanto se tratar de uma propriedade particular, não tem como impedir que o trabalho de demolição da casa continue.
A prefeitura de São Gonçalo informou, em nota, que não pretende demolir a sede do centro espírita. Sobre a casa onde foi fundada a umbanda, a prefeitura afirmou que vai estudar o tombamento do imóvel, mas enquanto se tratar de uma propriedade particular, não tem como impedir que o trabalho de demolição da casa continue.
Fonte: CEBI (10.10.2011)
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Museu de Israel disponibiliza imagens dos manuscritos do Mar Morto
O Museu de Israel abre o acesso universal e gratuito às imagens digitalizadas dos cinco pergaminhos dos manuscritos do Mar Morto. Os manuscritos foram encontrados em Qumran na metade do século passado. Especialistas reclamavam da dificuldade de acesso aos fragmentos.
A decisão de disponibilizar imagens dos fragmentos de mais de 2.000 anos, tidos como uma descoberta arqueológica do século passado e relevante para a pesquisa bíblica, amplia o acesso aos documentos históricos. As imagens das cópias exatas dos fragmentos originais têm resolução de 1,2 mil megapixels, cerca de 200 vezes a resolução de uma câmera comum.
O acesso através desse recurso permite que o usuário visualize detalhes dos manuscritos nas línguas originais – hebraico, aramaico e grego – com tradução do manuscrito principal, atribuído ao profeta Isaías, apenas para o inglês, até o momento. A empresa prevê a tradução para o espanhol e outros idiomas.
Os textos foram escondidos em 11 cavernas às margens do Mar Morto no ano 68 a.C. A intenção era protegê-los da invasão do exército romano. Os documentos ficaram nessas condições até serem descobertos em 1947, quando um pastor beduíno jogou uma pedra em uma caverna e percebeu que havia algo lá dentro.
Para a conservação adequada, os manuscritos são mantidos no escuro, em salas climatizadas do Museu de Israel, em Jerusalém, desde 1965. Apenas quatro funcionários podem manusear os pergaminhos e papiros.
O acesso através desse recurso permite que o usuário visualize detalhes dos manuscritos nas línguas originais – hebraico, aramaico e grego – com tradução do manuscrito principal, atribuído ao profeta Isaías, apenas para o inglês, até o momento. A empresa prevê a tradução para o espanhol e outros idiomas.
Os textos foram escondidos em 11 cavernas às margens do Mar Morto no ano 68 a.C. A intenção era protegê-los da invasão do exército romano. Os documentos ficaram nessas condições até serem descobertos em 1947, quando um pastor beduíno jogou uma pedra em uma caverna e percebeu que havia algo lá dentro.
Para a conservação adequada, os manuscritos são mantidos no escuro, em salas climatizadas do Museu de Israel, em Jerusalém, desde 1965. Apenas quatro funcionários podem manusear os pergaminhos e papiros.
O museu tem oito manuscritos, divididos em 30 mil fragmentos. Existem outros em poder da Autoridade de Antiguidades e de colecionadores particulares. Veja as imagens e narração em inglês no vídeo: (http://www.youtube.com/watch?v=5rYj_0foJYA&feature=player_embedded).
Fonte: ALC (05.10.2011).
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