quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Manuscrito bíblico recebe milhões de visitas na internet

Em uma semana, desde que foi inserido na rede mundial de computadores, no dia 6 de julho, o manuscrito de parte da Bíblia conhecido como Codex Sinaiticus, com cerca de 1.600 anos, recebeu mais de 100 milhões de visitas, informou a Biblioteca da Universidade de Leipzig, na Alemanha. 

A digitalização do Codex Sinaiticus teve início em 2005. O texto, escrito em grego, aparece em quatro colunas. Em 1844, o teólogo alemão Constantin von Tischendorf trouxe do Monastério de Santa Catalina, no Egito, 43 das 129 folhas do Codex em pergaminho, de 33,5 por 37,5 centímetros, que ele encontrou em cesta de lixo do centro religioso e que foram guardadas na Biblioteca de Leipzig.

Outras partes do original encontram-se na Biblioteca Nacional Russa, em São Petesburgo, na Livraria Britânica, no Monastério egípcio, além da Biblioteca de Leipzig. Ao lado do Codex Vaticanus, o Codex Sinaiticus é tido como o mais antigo manuscrito do Novo Testamento.

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O manuscrito pode ser acessado em www.codex-sinaiticus.net


Fonte: ALC (14.07.2009)

Desmond Tutu é Doutor Honoris Causa pela PUC-PR

O arcebispo anglicano emérito e Prêmio Nobel da Paz Desmond Mpilo Tutu recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). O fato ocorreu no teatro da Universidade, na sexta-feira, 28 de outubro, em reconhecimento à sua luta incessante contra a pobreza, o preconceito e o racismo. 

A cerimônia foi presidida pelo professor Clemente Ivo Juliatto, reitor da instituição de ensino. Juliatto lembrou a incansável luta de Tutu na campanha pelo fim do apartheid e pela promoção da reconciliação e democracia na África do Sul. “Para todos nós, Tutu deixa uma mensagem: nós vivemos em um mundo em que a verdade e a liberdade sempre prevalecem”, disse.

Entre os méritos destacados na escolha para a titulação, ele é apresentado como um “peregrino global para propagar valores espirituais, os direitos humanos, a não violência e a tolerância, assim como sua luta incessante contra a pobreza, o preconceito e o racismo entre todos os povos da Terra”.

O reitor rememorou sua cerimônia de graduação na universidade de Columbia (EUA), em 1984, quando Tutu seria homenageado, mas não pôde comparecer porque havia sido impedido de sair da África do Sul pelo governo da época. “Disse para mim mesmo que um dia, se pudesse, faria uma homenagem a este grande homem”. O arcebispo anglicano cumprimentou as autoridades presentes e convidados, agradeceu a homenagem e falou sobre sua trajetória de luta.

Tutu nasceu em Klerksdorp, África do Sul, em 1931.  Estudou na Escola Normal de Johannesburgo e, em 1954, na Universidade da África do Sul. Trabalhou como professor secundário e foi ordenado sacerdote em 1960. De 1967 a 1972, estudou Teologia no King´s College, da London University. Em 1975, foi nomeado decano da Catedral de Santa Maria, em Johannesburgo, e em 1976 foi sagrado bispo, passando a dirigir a diocese de Lesoto. Em 1978, tornou-se secretário-geral do Conselho das Igrejas da África do Sul. 

Sua proposta para a sociedade sul-africana incluía direitos civis iguais para todos, abolição das leis que limitavam a circulação dos negros, um sistema educacional comum e o fim das deportações forçadas de negros. Após o fim do  apartheid, em 1994, presidiu a comissão de Reconciliação e Verdade, destinada a promover a integração racial na África do Sul, com poderes para investigar, julgar e anistiar crimes contra os direitos humanos praticados na vigência do regime.

Em 1997, divulgou o relatório final da Comissão, que acusava de violação dos direitos humanos tanto as autoridades do regime racista sul-africano como as organizações que lutavam contra o apartheid. Na mesma época em que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, foi eleito arcebispo de Johannesburgo e, depois, da Cidade do Cabo. Recebeu o título de doutor honoris causa de importantes universidades dos EUA, do Reino Unido e da Alemanha.

Estavam presentes na cerimônia, o Secretário de Estado de Educação e vice-governador do Paraná, Flávio Arns, o Arcebispo Emérito de Curitiba, dom Moacyr José Vitti, o presidente da Associação Paranaense de Cultura (APC), Dario Bortolini, o presidente da Associação dos Professores da PUCPR, Mauro Merlin, e o bispo anglicano dom Naudal Alves Gomes. A cerimônia teve a apresentação da Orquestra de Câmara da PUCPR e do Coral Champagnat.

Fonte: ALC (01.11.2011)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Liberdade para o anúncio e a denúncia é central na teologia luterana

O conceito de liberdade é central na teologia e prática luteranas. O reformador Martim Lutero salientou a liberdade do cristão em seu contexto, destacando a inalienabilidade desse princípio concedido por Deus, destacou o secretário geral da Federação Luterana Mundial (FLM), pastor Martim Junge, na passagem, hoje, pelo Dia da Reforma. 

Esse dia, agregou Junge, oferece uma boa oportunidade para defender a causa da liberdade. “As igrejas da Reforma não devem olhar com desconfiança o conceito de liberdade. Ao contrário, ao apoiarem os que sofrem injustiças, conflitos e situações sem reconciliação, darão um depoimento firme da maneira como se pode entender a liberdade", disse.

As 145 igrejas membro associadas à FLM entendem-se numa comunhão da família cristã. A visão do organismo ecumênico define-se como “uma comunhão em Cristo liberada pela graça de Deus, que vive e trabalha por um mundo justo, pacífico e reconciliado”.

Em carta enviada às igrejas membros, Junge lembra que o lema baseia-se na afirmação central da Reforma de que os seres humanos não são justificados pelo que são e fazem, mas pelo que Deus é e faz.

A FLM sabe-se, então, liberada para trabalhar pela justiça, a paz e a reconciliação no mundo. “Sua liberdade pela graça é uma liberdade para o serviço ou, na linguagem da igreja, uma liberdade para a diaconia. Assim, a liberdade cristã tem uma dupla responsabilidade: ante Deus e ante o próximo. Ou como se faz cada vez mais evidente hoje: ante Deus e ante toda a Criação", assinalou o secretário geral.

A mudança climática, os desastres ecológicos e, recentemente, a crise financeira deixaram claro quão relevante pode ser a contribuição dos cristãos e das igrejas ao debate social e político. A crise financeira, frisou, foi prevista por vozes proféticas muito antes de ocorrer. 

Fonte: ALC (31.10.2011)

Relação entre mercado, mídia e religão é objeto de análise

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Em texto breve e profundo, o pastor metodista Nilson da Silva Júnior analisa a relação entre mercado, mídia e religão.


A publicação traz informações de como nomes como Edir Macedo, David Miranda, R. R. Soares, Padre Marcelo Rossi e outros construiram impérios midiáticos ou se colocaram a serviço deles.

De acordo com o autor, para ser atraente, o pastor de hoje acaba tendo que se tornar "vendável": "quanto maior seu domínio sobre o mercado, maior o seu valor como mercadoria no mercado religioso".

Apoiando-se na sociologia de Bauman e seu conceito de "religião de imagem", Nilson da Silva chega a analisar a produção estética da figura do pregador (que precisa recorrer a maquiagem, pintura e tratamento de cabelo) para parecer jovem, disposto, saudável e inteligente. Mas além de "parecer", o agente religioso também precisa "consumir", visto que diante do mercado religioso, quem consome mais demonstra mais poder e, surpreendemente, mais bênção. A bênção é avaliada pela marca do carro, pela tecnologia do computador e pelo modelo do celular. O poder de consumo pesa muito mais do que a capacidade de elaborar reflexões críticas sobre a vivência humana e cristã.

De forma profética e coerente, o autor conclui perguntando sobre a relação de tudo isso com o evangelho de Jesus Cristo.

Nilson da Silva Júnior é pastor metodista e pesquisador sobre o assunto.

Fonte: CEBI (31.10.2011) <http://www.cebi.org.br/noticia.php?secaoId=1&noticiaId=2488>

Em Goiás, homem "ouve voz de Satanás" e golpeia irmã com cano de ferro "para ser salvo"

Um homem foi preso em Goiás após golpear várias vezes a irmã com um cano de ferro. Ao ser encontrado por vizinhos, por volta das 7h deste domingo (30) na casa da irmã, Enes Gomes da Silva, 41, falou que “satanás” tinha dito a ele para matar alguém, pois só assim seria salvo.

Os dois estavam sozinhos na casa dela, no bairro Vila Real, em Planaltina de Goiás (273 km de Goiânia). O marido e o filho da mulher não estavam no local. “Satanás falou que eu tinha de matar alguém para ser salvo”, foram as palavras do agressor, de acordo com o bombeiro André Vaz.

Vaz e o pai, que estavam na casa vizinha ao fato, tiveram de pular o muro e viram Silva segurando a barra de ferro e dizendo que tinha matado a irmã. A vítima estava caída, ferida.

“Ela estava consciente, mas desorientada”, relatou Vaz. O pai do bombeiro, Antônio, disse que os olhos do agressor não estavam normais. “Ele estava tranquilo, mas o olhar dele não era o que a gente costuma ver.”

A mulher foi atendida no Hospital Regional de Planaltina e encaminhada ao Hospital de Base do Distrito Federal. Ela quebrou um dedo, sofreu escoriações na cabeça e deve passar por exames neurológicos.

O acusado foi encaminhado à 31ª Delegacia de Polícia em Planaltina e deverá responder pelo crime de tentativa de homicídio qualificado, cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão.